É o Amarelo que poderia tomar outras cores
É o Azul que se importa ao não fechar suas portas
É preciso que traga o Branco o vazio necessário pra recomeçar.
E que a poeira, o pó e o que um dia foi e cortou não sejam mais que uma partícula Cinza que vaga sem se notar.
E se assim for, os traços vão-se moldando!
Modificam o universo pálido de até então
A chuva, de um Lilás agora sereno,
Não mais vai esconder a sua estrada
Vai nutrir de Verde um tronco forte e tenaz
Capaz de suportar todas as cores do seu coração.
4.7.08
18.6.08
Comigo (Mesmo)
O que deixamos de lado, hoje, fez o dia findar tão sem sal.
O que dissemos um ao outro faria o menino do nariz que oscila ao falar parecer um tanto banal
O que há de atentado em querer que a cabeça que quebra, cena após cena, encaixe uma peça em seu devido lugar?
Lá no fundo, onde a luz consiga achar um caminho,
Vamos-nos encontrar...
Pode o cinza tomar o céu onde estou e me privar do luar
Pode o pneu estourar e tentar me impedir de chegar
Poderia a areia mover o que for a fim de me aprisionar
Lá no fundo, onde a luz consiga achar um caminho,
Vamos-nos encontrar!
O que dissemos um ao outro faria o menino do nariz que oscila ao falar parecer um tanto banal
O que há de atentado em querer que a cabeça que quebra, cena após cena, encaixe uma peça em seu devido lugar?
Lá no fundo, onde a luz consiga achar um caminho,
Vamos-nos encontrar...
Pode o cinza tomar o céu onde estou e me privar do luar
Pode o pneu estourar e tentar me impedir de chegar
Poderia a areia mover o que for a fim de me aprisionar
Lá no fundo, onde a luz consiga achar um caminho,
Vamos-nos encontrar!
17.6.08
Labirinto?
Tento expulsar com palavras
Mas elas não me servem mais.
Entre mistérios e rabiscos, vou levando...
E deixo-me levar.
Não questiono,
Pouco importa qual fim terá!
Brinco com o tempo, com a ironia,
E com os segredos e abismos nos quais o destino insiste em me jogar.
Será um monstro ou um golfinho,
O alçar de um vôo ou um breve salto para o precipício...
Será um dia em linha reta ou o amanhecer num labirinto...
Não questiono,
Vou levando...
Agora pouco importa qual fim terá!
Sigo neste encontro às cegas
Com o que em mim habita
E persiste dizer, gritando:
“Tira-me de mim!”
Anoiteci num labirinto!
Mas elas não me servem mais.
Entre mistérios e rabiscos, vou levando...
E deixo-me levar.
Não questiono,
Pouco importa qual fim terá!
Brinco com o tempo, com a ironia,
E com os segredos e abismos nos quais o destino insiste em me jogar.
Será um monstro ou um golfinho,
O alçar de um vôo ou um breve salto para o precipício...
Será um dia em linha reta ou o amanhecer num labirinto...
Não questiono,
Vou levando...
Agora pouco importa qual fim terá!
Sigo neste encontro às cegas
Com o que em mim habita
E persiste dizer, gritando:
“Tira-me de mim!”
Anoiteci num labirinto!
O Salto das 7 Quedas
Tombei, e o vitorioso foi você...
Tomei as suas dores
E assumi a culpa por perder
Alguns amores
Alguns amores
Tombei,
E agora não demora
O tempo vai parecer
Passar sem corda
Culpei o caos dos dias
Fui em busca de alegria
E saltei!
Busquei a fuga fácil
Busquei a fuga fácil
Busquei a fuga fácil
Tomei as suas dores
E assumi a culpa por perder
Alguns amores
Alguns amores
Tombei,
E agora não demora
O tempo vai parecer
Passar sem corda
Culpei o caos dos dias
Fui em busca de alegria
E saltei!
Busquei a fuga fácil
Busquei a fuga fácil
Busquei a fuga fácil
Solo
Observo o (breve) adeus do céu às cores quentes,
A folha entregue ao sopro incerto do ar em movimento.
Num vôo leve (frágil) e solitário.
Então sorrio e penso...
“Temos mesmo algo em comum”
E quem me diz é o tempo.
A folha entregue ao sopro incerto do ar em movimento.
Num vôo leve (frágil) e solitário.
Então sorrio e penso...
“Temos mesmo algo em comum”
E quem me diz é o tempo.
23.5.08
Delgado
O céu explode em minha mente
Enquanto a perco no horizonte
As chamas perturbam o sono
Da infância adormecida em mim
Toda a inocência de amar sem temer
De temer sem saber o por quê
Reluz, esvai-se e provoca escuridão.
Desde o dia em que você partiu
Meu coração se contorce e chora.
E ao chorar, sente.
E ao sentir, vive
Enquanto a perco no horizonte
As chamas perturbam o sono
Da infância adormecida em mim
Toda a inocência de amar sem temer
De temer sem saber o por quê
Reluz, esvai-se e provoca escuridão.
Desde o dia em que você partiu
Meu coração se contorce e chora.
E ao chorar, sente.
E ao sentir, vive
Um sonho.
20.1.08
Estilhaço
tenho tanto a dizer mas não sei se você vai compreender minhas razões
durante algum tempo tentei esconder o no fim transbordei
mergulhei no passado, vi um vaso quebrado que chamei de "nós"
dos cacos eu fiz um mosaico dizendo perdão.
embora eu lamente os passos que demos errados
"nós" fomos "eu, e você".
o que ficou marcado serviu pra me convencer
não adianta forçar o que não é pra ser, não será
e ponto final.
as migalhas de um certo vaso partido hoje enfeitam meu quarto
e o que um dia teve sentido sofrível com o tempo ganhou nova vida
assim toda culpa que havia passou a não mais habitar e machucar os meus dias
hoje tudo o que foi dá lugar à lembranças que guardo comigo com um certo carinho
depois de tanto tentar percebi o que no escuro gritava por luz
era uma voz que dizia "o melhor a fazer é calar e sentir, perceber"
então eu segui seus conselhos e bastou um olhar.
e o que fomos, pedaços no chão
agora são pétalas no ar.
durante algum tempo tentei esconder o no fim transbordei
mergulhei no passado, vi um vaso quebrado que chamei de "nós"
dos cacos eu fiz um mosaico dizendo perdão.
embora eu lamente os passos que demos errados
"nós" fomos "eu, e você".
o que ficou marcado serviu pra me convencer
não adianta forçar o que não é pra ser, não será
e ponto final.
as migalhas de um certo vaso partido hoje enfeitam meu quarto
e o que um dia teve sentido sofrível com o tempo ganhou nova vida
assim toda culpa que havia passou a não mais habitar e machucar os meus dias
hoje tudo o que foi dá lugar à lembranças que guardo comigo com um certo carinho
depois de tanto tentar percebi o que no escuro gritava por luz
era uma voz que dizia "o melhor a fazer é calar e sentir, perceber"
então eu segui seus conselhos e bastou um olhar.
e o que fomos, pedaços no chão
agora são pétalas no ar.
Moinhos
tenho um encontro marcado com o homem dos céus
a ele entregarei alguns segredos e reclamarei meu lugar
certa vez o homem dos rios levou bons amigos
quem sabe o dos céus concorde enfim me levar?
ouvi dizer que os sonhos são como o ar
por isso tanto me encantam os moinhos de vento
peço que não fiques triste
se acaso eu demorar
vou em busca de mim
espero...
um dia vou encontrar
a ele entregarei alguns segredos e reclamarei meu lugar
certa vez o homem dos rios levou bons amigos
quem sabe o dos céus concorde enfim me levar?
ouvi dizer que os sonhos são como o ar
por isso tanto me encantam os moinhos de vento
peço que não fiques triste
se acaso eu demorar
vou em busca de mim
espero...
um dia vou encontrar
25.11.07
...
deixei o meu amor partir
seguir o seu caminho
e colher os frutos que ele plantar
deixei meu coração partido ao mentir
quando lhe disse "eu estou bem,
não há motivos pra se preocupar!"
e menti quando lhe disse
"não penso em voltar atrás..."
agora sigo, em frente (?),
e tento acalmar meu coração
mas sinto é tarde demais!
seguir o seu caminho
e colher os frutos que ele plantar
deixei meu coração partido ao mentir
quando lhe disse "eu estou bem,
não há motivos pra se preocupar!"
e menti quando lhe disse
"não penso em voltar atrás..."
agora sigo, em frente (?),
e tento acalmar meu coração
mas sinto é tarde demais!
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